Grávidas têm um privilégio especial, além do banco no metrô, das filas exclusivas e outros mais divulgados: podem olhar os bofes descaradamente, analisando a anatomia e fantasiando o desempenho. Porque os homens nem imaginam que uma grávida possa estar paquerando ou pensando naquilo.Tolinhos....
O assunto da semana passada foi a farsa-da-filha-que-matou-os-pais, mas eu vou te contar, não tenho menor paciência nem interesse nesse assunto. Nem mesmo do ponto de vista analítico, fazendo uma crítica à atuação da imprensa. Pra mim é o seguinte: matou, confessou, que cumpra a sua pena, ponto final. Detesto comentar o óbvio - sabe papo de elevador? ''Nossa, tá quente hoje né?'' ''É. Você viu aquela garota, que absurdo?!''. Podendo, eu sempre evito bater palma pra maluco dançar, seja ele qual for. E desconfio sempre, e muito, de assuntos que ganham cobertura exagerada. Notícias têm um ciclo de vida que, quando alterado, camufla interesses ou neuroses.
Na semana passada eu fiquei muito chocada e comovida com a história da criança de 1 ano e 3 meses que morreu dentro do carro, esquecida pelo pai. Ressaltando que tudo o que sei li nos jornais - pode, portanto, não ser a verdade - o pai alterou seu itinerário e não deixou o filho na creche; ao chegar ao trabalho não percebeu que ele ainda dormia na cadeira do banco traseiro. Horas depois, sentindo um mal estar difuso, decidiu ir ao hospital e ao entrar no carro encontrou o filho, já inconsciente. A primeira coisa que vem à cabeça é: ''Mas como pode esquecer um filho?!'' Essa é a pergunta que todos se fazem - inclusive e principalmente o pai. Porque até onde se sabe, o cidadão em questão não é um monstro frio, um psicopata, nem um abusador de criança ou marginal. Tudo leva a crer que ele, um paulistano classe média de 35 anos, pai de uma menina de 9, administrador, é alguém feito eu e você. E isso sim, é aterrador.
Sobre isso eu gostaria de falar e refletir, embora seja incômodo e doloroso. Não sobre esse caso, mas sobre o que ele pode ensinar a respeito da nossa rotina insana e automatizada, sobre negligências e acidentes domésticos, responsáveis por estatísticas pavorosas e ocultas sobre mortes e graves seqüelas de crianças no Brasil. Falar sobre isso parece-me muito mais útil que jogar pedra na Suzane (esporte nacional, agora patrocinado pela Globo). Apontá-la como monstro não a redime nem sequer a pune, só melhora a nossa percepção de nós mesmos, reforçando a idéia de quanto somos bons, frente àquela criatura. E pode ser bastante perigoso colocar todo o mal no outro, como se ele não pudesse rondar nossa casa, nossa mente, nosso coração.
Cara, esse Google me mata de rir... Chegaram aqui no Dufas procurando por 'concurso militar da amam' (o correto seria Aman, Academia Militar das Agulhas Negras). O cidadão, ou cidadã, digitou isso no Google e foi trazido pra cá, para o post sobre o concurso das Supremes e para o que diz 'mulheres amam gays'. Eu fico só pensando na cara do procurador...
Não é todo mundo que quer se casar. Não é todo mundo que quer fazer doutorado. Não é todo mundo que quer morar no exterior. Nem todo homem quer ser pai. Nem toda mulher quer ser mãe.
Algumas mulheres engravidam instantaneamente, em outras a ficha demora um pouco mais a cair - às vezes, só cai semanas depois do exame; outras vezes, semanas depois do parto.
Para algumas, a maternidade é um sonho acalentado desde a infância. Para outras, um susto, um medo, um desafio. Pode ser um desejo alcançado com dificuldade. Pode não ser nada disso. Pode ser muito mais.
Há mães que nascem junto com o bebê, imediatamente, apaixonadamente à primeira vista. Há bebês que precisam ensinar suas mães a serem mães. Às vezes, a maternidade precisa engatinhar antes de dar seus primeiros passos.
Nem todo mundo conversa com o bebê na barriga.
Não é toda mãe que ama à primeira vista.
Ser mãe é uma experiência única, irrepetível, inquestionável, impossível de descrever. Tão impossível que muitas mães acabam caindo na armadilha de falar apenas dos aspectos operacionais da coisa (que são complicados, isso todo mundo sabe). É que falar da transformação radical que se opera dentro da gente parece inútil - não há quem explique, não há quem entenda.
Nem toda mãe brinca com as crianças. Nem toda mãe quer ter mais de um filho - mesmo que ame profundamente o primeiro. Nem toda mãe tem todos os filhos que deseja - às vezes, mulheres também usam a razão, sabiam? Quase toda mãe acha seus filhos os mais bonitos do mundo (mas nem isso é regra geral).
Filhos não nascem para preencher a carência dos pais. Não nascem para cuidar da gente em nosa velhice. Não são garantia de felicidade eterna. Não vêm com o objetivo de nos ensinar, embora a gente aprenda muito mais com eles do que com qualquer outra pessoa.
Tenha filhos caso queira, necessariamente nessa ordem: amar, gerar, criar. Ou não.
Pra coroar de vez a data - já muldialmente famosa pelos aniversários de La Otra; da Calu, filhote da Supreme Dedéia; da Joana, filhote da Petita; e também da Revolução do Cravos - nossa outra Supreme Honorária, Renata, deu à luz ontem ao João Marcelo - irmão do Pedro, filho de Alexadre, sobrinho querido das Fridas, provável bebê mais bajulado, apertado e dengado dos próximos meses.
Tudo isso e um luminoso dia de outono só nos faz dizer, rezando: Oh, Happy day!!!
ATUALIZANDO: A Lara, filhote da Dani S. chegou hoje, alegrando ainda mais esse já tão happy day! Bem-vinda!
Duas Fridas
Como eu já tinha dito, para mim a delícia de comemorar meu aniversário é receber o carinho de vocês.
E por falar em sincronicidade, ontem recebi um e-mail de uma amiga dizendo o quanto as amizades são importantes para ela. Pois é justamente nisso que tenho pensado nos últimos dias. Vocês são maravilhosos, me dão muito mais que eu mereço, oferecem amor, conforto e apoio sempre que preciso, me acompanham nas minhas maluquices, riem das minhas bobagens, me fazem rir quando preciso e respeitam meu silêncio quando não posso dar mais que isso.
Vocês são meu maior patrimônio.
A temporada de comemorações pelo aniversário de Monix atinge hoje seu ponto máximo no céu. Digamos que seja nada menos que o Solsctício da Mônica.
O que significa que você, leitor amigo, contumaz leitora, pode usar e abusar deste espaço para expressar todos os nobres, positivos e avassaladores sentimentos por ela, a Musa da Sensatez que apoia nossas insanidades necessárias; a menina zonal sul que requebra no funk, a Mona Lisa ma non toppo, de curtos cabelos e longos segredos e que ao invés de sorrir, gargalha, pero sin perder a pose e o enigma, jamás.
Pra você, Sócia, desejo mais do mesmo, a matéria-prima de qualquer menina super-poderosa: açúcar, tempero e tudo de bom. E demais ingredientes para uma mulher super feliz: amores, sucessos, tesões (assim no plural, que se falhar tem de reserva). E Saúde e Sorte, sempre, of claro!
Um niver elegante, farto, delicioso, surpreendente
É feio terminar uma relação brigando, com raiva, maldizendo o desenfeliz que foi embora. É feio mas, vamos admitir, mas é fácil. Porque afinal, a pessoa era uma escrota, o que ficou provado quando foi embora, abandonando a gente sem explicação. Mas quando o outro se afasta com respeito e carinho, e entre nós ainda há afeto, é duro de engolir, viu?
Eu tô falando da empregada que trabalhou pra mim durante 10 anos e agora, doente, pediu pra ser demitida, pra não me atrapalhar. Falo da mulher que me conheceu solteira, morando sozinha numa quitinete; que me acompanhou quando casei, cuidou de mim grávida e deu o primeiro velocípede pra minha filha. De alguém que ao partir, antes de entrar no elevador, preocupada com uma pasta sumida, me recomendou rezar pra São Longuinho.
Eu vou rezar pra você ficar bem, Lu, sempre; que empregos e empregados a gente arranja; Deus provém. Já dedicação, lealdade e carinho quando a gente encontra guarda e vigia, tesouro que é.
Meu amigo Marcelo morou um tempo em Paris. Quando voltou, trouxe junto com as novidades dois CDs de uma banda chamada Zebda Ele contou que uma das músicas, Le Bruit e L'Odeur, foi inspirada num discurso do Jacques Chirac quando foi prefeito de Paris, em que dizia mais ou menos o seguinte, numa tradução bastante livre, na medida do meu parco francês: o que pode pensar um trabalhador francês, que junto com sua mulher ganha cerca de 15 mil francos, quando um pai de família que tem 3 ou 4 esposas, uns 20 moleques (a referência aos imigrantes de origem árabe foi nesse tom pejorativo mesmo), recebe 50 mil francos do seguro social - sem trabalhar, naturalmente... e se juntarmos a isso o barulho e o fedor (le bruit e l'odeur), é de enlouquecer. E não é racismo dizer isso. Em seguida, Chirac conclui que é necessário abrir um debate moral no país para decidir se é natural que estrangeiros recebam os mesmos benefícios que os franceses, sendo que aqueles não pagam impostos (segundo informa o oráculo Google, o discurso é de 1991).
Bom, eu não quero escrever sobre o sistema de benefícios da França, nem entrar no mérito da questão sobre previdência. Já trabalhei em fundo de pensão, conheço as diferenças de sustentabilidade entre os modelos de benefício definido e contribuição definida, tenho acompanhado com moderado interesse os problemas dos países europeus para manter seu modelo de Estado e tudo mais.
Para mim, a questão que mais interessa nessa história é outra. Como vocês sabem, não sou atuária, economista nem administradora, sou jornalista. O que me move são as palavras.
Eu quero saber só uma coisa: se não é racismo se referir aos imigrantes como barulhentos e malcheirosos... o que é racismo, então?
Cartas para a redação.
Jorge sentou praça
na cavalaria
E eu estou feliz porque eu também
sou da sua companhia
Eu estou vestido com as roupas
e as armas de Jorge.
Para que meus inimigos tenham pés
e não me alcancem.
Para que meus inimigos tenham mãos
e não me toquem.
Para que meus inimigos tenham olhos
e não me vejam.
E nem mesmo um pensamento eles possam ter
para me fazerem mal
Armas de fogo
meu corpo não alcançarão
Facas e espadas se quebrem
sem o meu corpo tocar.
Cordas e correntes arrebentem
sem o meu corpo amarrar.
Pois eu estou vestido com as roupas
e as armas de Jorge
Jorge é de Capadócia
Salve jorge!
Salve jorge!
Jorge é de Capadócia
Salve jorge!
Salve jorge!
Com o perdão da intimidade (como bem lembrou Renata), que Jorge nos vigie, guarde e defenda a todos (corintianos ou não, Zé).
Com um beijo especial pra Lia, Nina e suas respectivas e guerreiras mães, DaniK e Laura.
Aos 17 anos, uma amiga me disse: "nossa, como você é competitiva!". E eu pensei: "mas eu não sou competitiva... os outros é que competem comigo!"
Maturidade, teu nome é auto-crítica.
(Também) Gosto de sentir a minha língua roçar a língua de Luís de Camões
Pois eu também tenho uma relação intensa com a língua (ui!), repleta de admiração, fascínio e curiosidade. Com o português em especial, com as linguagens todas em geral, pela qualidade de comunicar, traduzir sentimentos, iluminar pensamentos, transubstanciar emoções. Eu não coleciono apenas títulos, mas também ditados, expressões, frases, trechos, versos - todos criados em cativeiro, plantados no quintal, reunidos em canteiros ou mantidos em estufas.
Por ora me ocorre colher duas expressões que eu adoro: hold your horses e recuar os halfs. São precisas e, como todas as boas expressões, pictóricas; ou melhor: alegóricas. A primeira, para os que não tem intimidade com o inglês, traduz-se ao pé da letra por 'segure seus cavalos'. Auto-explicativa. Quer imagem melhor de liberdade e insubmissão que cavalos à solta, correndo? Quando alguém diz hold your horses eu visualizo imediatamente o cidadão em cima da charrete puxando os bichanos pelo cabresto e ainda fazendo ôôôôôô!
Já recuar os halfs é elegante, charmosíssima; antiga mas não antiquada. Diriam os mudernos que é uma parada assim vintage. Porque vem do tempo em que os jogadores de futebol do meio campo se chamavam halfs (e os da defesa eram os beques, de back, atrás); e significa adotar uma postura defensiva, diante de um obstáculo ou ameaça. Eu (que tenho uma mente que funciona em modo desenho animado) também imagino na mesma hora a pessoa em questã chegando na beira do campo e dizendo 'Recua, volta, volta que não tá na hora de pedir aumento, não!'
Ou, num exemplo mais atual: tipo assim, se a mina te falar pra hold your horses na balada, você recua os half e vaza, sacô?
Adoro gírias. Afora o blablabla sobre o fato de as gírias manterem a língua viva e dinâmica e toda a baboseira teórica que queiram desenvolver, é muito gostoso usá-las. Eu uso gíria, direto, em todos os ambientes. Aprendo as novas, incorporo ao meu vocabulário de lavadeira (ops, escorregou um comentário politicamente incorreto), mas mantenho as antigas. O resultado é uma miscelânea que pode misturar na mesma seqüência de idéias termos tão dessincronizados quanto "manêro", "sinistro", "baboseira", "cacilda", "parada", "falô" e "já é".
Sou tão fanática que chego a sentir saudades de uma gíria específica, que usei mooooooito na minha adolescência e sumiu, nem eu mesma uso mais, porque perdeu totalmente o contexto. A palavra é: "chocante"!
(Mas tem que gostar muito de português pra sentir saudades de uma palavra, nénão?)
Nome? Mônica
Data de nascimento? 25/04/1970
Local de nascimento? Rio de Janeiro
Residência? Rio de Janeiro
Olhos? Castanhos, arregalados, com sugestivas olheiras
Cabelos? Ainda castanhos, os brancos não chegaram
Altura? 1,65
Destro ou canhoto? Destra, mas gosto de (e consigo) usar a esquerda para muitas coisas
Ascendência? Avô paterno: Minas Gerais
Avó paterna: Ceará
Avô materno: São Paulo
Avó materna: Bahia
Pai e mãe: Rio de Janeiro
Sou brasileira, sim senhor.
Signo e ascendente? Touro e Aquário
Sapatos que usou hoje? Fraqueza? Comida
Medos? Que pessoas amadas morram ou sofram, doentes
Objetivo que gostaria de alcançar? Viajar todo ano, nas férias ou não
Frase que mais usa no MSN Messenger? Qlqr um\ que torwque as ltretas
Melhor parte do corpo? Do meu? Boca
Pepsi ou Coca? Coca Light, sem limão, por favor
McDonalds ou Bob's? Guimas
Café ou capuccino? Nem do cheiro
Fuma? Tô fora
Palavrão? Putamerda
Perfume? Floral
Canta? Adoro
Toma banho todo dia? Pô, lógico
Gostava da escola? É, gostava, mas não a ponto de estudar e passar de ano. :P
Quer se casar? Já casei, já separei, acho que deve bastar
Acredita em si mesmo? Mais do que deveria
Tem fixação com saúde? Nem com saúde nem com doença
Se dá bem com seus pais? Sim
Gosta de tempestades? Não, morro de medo
No último mês... Bebeu álcool: sim
Fumou: não
Usou drogas: não
Fez saliência: nem
Foi ao shopping: marrelógico
Comeu um pacote inteiro de Oreos: nunca
Comeu sushi: menos do que gostaria
Subiu ao palco: não
Levou um fora: quase
Fez biscoitos caseiros: não
Pintou o cabelo: nunca
Roubou algo: nada material
Já tomou um porre? Pilequinhos, poucos
Já apanhou? Quando criança. E também aos 18 anos, num momento-descontrol da minha mãe.
Já bateu? Já, num momento-descontrol meu mesmo
Número de filhos? Um
Como você quer morrer? Tá, eu sou control-freak, famosa por isso, mas não cheguei ao ponto de decidir minha própria morte
Onde você fez faculdade? UFRJ
Piercings? Nem em pensamento
Tatuagens? Tenho medo de coisas definitivas
Quantas vezes seu nome apareceu em jornal? Que eu me lembre, três vezes, sem contar as poucas em que escrevi para um
Cicatrizes no corpo? Uma queimadura de moto na batata da perna, uma cicatriz no pescoço resultante de cirurgia na tiróide
Do que você se arrepende de ter feito? Escolhi mal meu advogado
Qual sua cor favorita? Cores vivas
Me fale sobre um talento ou habilidade que você tem e que eu ainda não vi ou descobri. Conto histórias bem à beça
Qual sua disciplina favorita na escola? Geografia, porque a professora era maravilhosa
Diga um lugar no qual você nunca esteve, mas que gostaria de visitar algum dia (aqui ou no exterior). Muralha da China e Floresta Amazônica
Você é uma pessoa matutina ou noturna? Noturna, sem nem pestanejar
Os astronautas pousaram mesmo na Lua ou foi tudo armação? Há limites (até) para a teoria da conspiração
O que você tem no bolso? (Ou, se não há nada no momento, que tipo de coisas geralmente estão lá?) Nada no bolso ou nas mãos
Em 10 anos, você se vê... (termine como quiser) Uma quarentona gostosa :P
Falta energia e você não tem um gerador. Isso quer dizer nenhum eletrônico: computador, TV, vídeo, aparelho de som, etc. O que você faz para se manter aquecido, contente e entretido? O que você acha?
O que você jamais comeria? Cobra
Quanto tempo de TV você assiste por dia? Zero
Fale sobre um filme ou programa de TV obscuro e diga por que deveríamos assisti-lo. Obscuro? Não sei se é exatamente isso, mas gosto muito do cinema argentino.
Fale sobre uma banda ou talento musical obscuro e diga por que deveríamos ouvi-lo. Eu sou bem mainstream quando se trata de música. Gosto de ouvir, mas conheço pouco. Algumas coisas bacanas: Os Mulheres Negras, Mano Negra, Pow Wow, música Raï, Teenage Fanclub (cortesia do meu amigo Ricardo, que ele sim entende dessas coisas)
Se tivesse que escolher, você preferia estar com muito frio ou com muito calor? Calor, calor, calor mil vezes. Eu não existo no frio.
Um dia haverá um evento em sua vida tão grande que lhe arrancará da obscuridade e fará seu nome conhecido em todo mundo. Especule sobre o que vai lhe trazer seus 15 minutos de fama. Meu filho ganhará o Oscar de Melhor Filme... e irá dedicá-lo a mim! Nada mais, nada menos.
Qual seria a sua última refeição se você estivesse no corredor da morte? Bolo campeão, na veia
Qual sua lembrança mais antiga? Um pesadelo com jacarés, eu e minha irmã vendo o carro de bombeiros pela janelinha da sala, a empregada escutando rádio, o choro forte na primeira escola, a extrema timidez na segunda e na terceira.
Se você tivesse direito a 3 desejos, qual seria o terceiro? Beleza eterna (eu sou uma vítima do meu tempo, fazer o quê, gente?)
Qual seu vegetal favorito? Tomate
O que você queria ser quando era criança? Escritora, eu era suuuper cabeça
Qual o seu time, e por quê? Fluminense. Não tive escolha, é herança de família
Qual sua canção favorita no momento? Rome wasn't built in a day, Morcheeba (meio antiga, já, né? Eu avisei que sou mainstream)
Onde você morou? Botafogo, Jardim Botânico, Tijuca, Botafogo, Lagoa, Botafogo.
Quando criança, quais eram o seu brinquedo, livro, programa de TV e personagem de desenho animado favorito? Brinquedo: Susi
Livro: Condessa de Ségur, Monteiro Lobato Pollyana, coleção A Inspetora, coleção Turma do Posto Quatro, eu lia muito mesmo
Programa de TV: Sítio do Picapau Amarelo. Mas eu quase não via TV, era meio proibido lá em casa
Personagem de desenho animado: Pica-pau
Mostre-nos uma foto de como você era adorável quando criança. Se você pudesse roubar algo, certo de que não seria pego, o que seria? Diamonds are a girl's best friend Se você pudesse vandalizar algo sem medo de ser pego, o que seria? Algum símbolo do capitalismo internacional (hehehe), tipo McDonald's ou Citibank, com palavras de ordem bem fora de moda, tipo "o povo unido jamais será vencido"
Se você pudesse entrar em um lugar onde não tivesse permissão e ninguém descobrisse, qual seria? Isso eu não conto
Existe algum assunto do qual você sabe mais do que qualquer pessoa que você conheça pessoalmente? Existe algum assunto que eu saiba menos que todas as pessoas que eu conheço pessoalmente? ;-)
Você testemunhou contra a Máfia e tem que deixar o país. Aonde você iria para começar sua nova vida, e que carreira iria tentar? Londres ou Nova York. Provavelmente seria uma péssima garçonete
De quais eventos olímpicos você gosta mais e menos? Mais: Ginástica olímpica, saltos ornamentais, essas viadagens de mulherzinha
Menos: Boxe, é muito coisa de macho pro meu gosto
Se você pudesse incluir ou criar um novo esporte olímpico, qual seria? Nenhum, já há esportes demais nesse mundo
O que você está ouvindo neste momento? Oi FM via internet
Qual foi a última coisa que você comeu? Quiche de brie com damasco + salada de favas com tomate cereja e molho pesto + folhas verdes (pedido no Verde Vício)
Primeira coisa que você nota no sexo oposto? Química
Bebida favorita? Coca Light, claro, sem limão, como vocês já sabem
Bebida alcoólica favorita? Champanhe e espumantes em geral
Você usa lentes de contato? Não
Irmãs ou irmãos: Uma e dois
Mês favorito: Abril, meu mês, início da melhor época do ano na minha cidade
Comida favorita: Eu gosto demais de comer para escolher só uma
Último filme a que assistiu no cinema: Plano Perfeito (Inside Man), do Spike Lee - não apenas recomendo como vou ver de novo
Você consegue tocar seu nariz com sua língua? Já consegui, agora não mais
Qual a primeira coisa em que você pensa quando acorda pela manhã? Nãaaaaooooooooo...
Como é o seu wallpaper? mudando constantemente
Sugira algo para ler, algo para assistir: Leia Inês Pedrosa, leia. E assista todo e qualquer filme dirigido por Billy Wilder que passe na sua mão
O que lhe irrita acima de tudo... Aquele momento terrível que faz com que você perca totalmente sua compostura e queira chutar, gritar e bater em algo com um porrete? Detesto ser testada, minha paciência é meio curta
Admita, você não é perfeito... O que você faz e que deixa as pessoas irritadas? De vez em quando testo os outros (alguém aí falou em dois pesos e duas medidas?)
Nasceu em que dia da semana? Não lembro :P
Ator favorito? Já repararam que eu detesto esse negócio de favorito? Pois é, eu não sei - gosto de atores específicos em papéis específicos, e pronto
Instrumentos que toca? Infelizmente, nenhum
Internação em hospital? Operei a tiróide aos 24 anos
Religião? Criada como católica, desvirtuada como todos
Qual seu aparelho eletrônico favorito? E qual aparelho você gostaria de ter? Meu computador. Um notebook.
Eu estive fora uns dias, numa onda diferente. Fui pra Lumiar, aquele lugar da canção do Beto Guedes. Bom, tecnicamente, eu fiquei no meio do caminho (ou no caminho do meio, como eu prefiro, sempre) entre a bucólica Lumiar e a graciosa São Pedro da Serra, num lugar adequadamente chamado Benfica. Pois ali eu fiquei bem, muito bem, de um maneira que não ficava há muito tempo. Leve, solta, relaxada, vivendo um minuto após o outro, saboreando a vida sem pressa.
Ficamos quase totalmente unpluggled lá: marido sem tevê, filha sem desenho e eu sem internet, cada qual com seu desafio. E no entanto estivemos fortemente conectados, entre nós, com a natureza, com o pulsar da vida. Os planos eram traçados sem pressão, apenas como um roteiro sujeito ao tempo, aos nossos humores e disposições. O que mais fizemos foi conversar e rir em torno do fogão de lenha, além de babar a Júlia, única criança presente que curtiu tanto quando nós e só pentelhou o necessário pra manter a identidade criancística. Como nós, ela foi muito feliz no meio daqueles verdes todos.
E olha que a minha porção hippie derramou, eu tenho um limite curto pra o bucolismo e a ''natureza natural'' - banho frio pra mim é instrumento de tortura e luz elétrica é o mínimo de dignidade que a pessoa precisa, vamos combinar. Lá tinha tudo isso e mais, um casal de anfitriões maravilhosos, todo sorrisos, afeto e conversas, que nos deixou completamente a vontade. Houve sim, uma conjunção astral das mais raras e bem afortunadas e tudo deu certo: o tempo colaborou, ninguém se aborreceu, e ainda fomos brindados com noites de lua cheia fantasticamente claras e belas. Ô sorte.
Fiquei tão relax que quando precisei assinar um cheque, perguntei a data a alguém e quando me disseram 15 de abril percebi que poderiam ter dito 10 de janeiro, 17 de novembro - eu realmente não fazia a menor idéia. Desde que voltei eu tenho cuidado dessa tranqüilidade que eu trouxe na mala como quem cuida de uma planta, regando, vigiando, protegendo, pra ver se dura mais do que o previsto. Juliana e Rubinho, obrigada pela acolhida. Parodiando meu muso: vida, ali eu sei que fui feliz.
Helê
Tenho vários post pensados, rascunhados, começados, de alguns eu já até perdi o táimin, como o texto sobre o fim da rádio Cidade ou sobre 10 anos sem Mamonas Assassinas. Mas eu não podia nem queria deixar de contar pra vocês que há um vilarejo ali, onde areja um vento bom...
Depois de contagem, recontagem, impugnação de urna (a gente é antiga, do tempo do voto em papel) e muita chiadeira dos fiscais de partido, chegamos ao resultado do concurso A Terceira Supreme.
Pelo senso de humor, o troféu vai para... Mauricéia!
"eu me candidato, pois não tenho bunda suficiente pra ir pro Tchan, não tenho peitos iguais as das meninas do Axé blond, mas em compensaçãooooooooo fui abençoada com uma voz igual a da Carla Perez, então tenho tudo pra ser uma de vocês, sem contar que sou ruiva, sempre vale né? fica diferente das formações costumeiras, eheheh!!!"
Mas a mariola tem que ser da Dani S, que matou a charada:
"Uia, eu acho que essas Supremes têm que ser quatro, quinemqui os Três Mosqueteiros. Portanto, no melhor estilo puxa-saco, lanço a candidatura da Rê e da Dedéia. Ambas as duas conjuntamente juntas. E se elas levarem a vaga, as mariolas são minhas, tá? Porque ficar com vaga e mariola é demais."
Sócia, querida, semana que vem é muito vago... o niver é no dia 25, terça-feira, feriado nacional no Dufas.
Ah, e os desejos (publicáveis) de La Otra podem ser conhecidos aqui. Os impublicáveis ela só revela para Very Important People...
Semana que vem completo 36 anos (atenção, meu passe agora vale por duas de 18!).
Adoro fazer aniversário, mesmo a parte de ficar mais velha. Aproveito a época para encontrar com os amigos, me divertir, me emocionar com a lembrança de pessoas inesperadas, curtir as homenagens sinceras, e, principalmente, pensar na vida.
Daí que andei pensando que se eu tivesse nascido, digamos, 60 anos antes, ao completar 36 anos já seria quase uma senhora de meia-idade. Teria filhos mais ou menos crescidos, poderia engordar sem paranóia (até que essa parte seria interessante, hahahaha!), não teria questionamentos sobre minha "vida sexual" (que é isso, minha filha?), não teria a menor preocupação com o rumo que devo dar à minha carreira, não estaria na dúvida entre um concurso público e uma pós-graduação (ou ambos). Definitivamente não estaria escrevendo ao som de uma música adolescente (a propósito, de uma adolescência bem posterior à minha).
A consciência é um caminho sem volta, eu sei.
Mas as gerações do século XX viveram transformações muito rápidas, vocês não acham? Eu, às vezes, acho.
No post sobre a minha bolsa, citei a loja que me vendeu o monitor LCD com defeito. Preciso fazer uma retificação pública: o defeito estava na cabeça da usuária (no caso, eu). Faltou instalar o driver do dito cujo. Em todo caso, antes de descobrir isso, cheguei a levar o monitor na loja para reclamar. O vendedor testou e tudo funcionou normalmente. Mesmo assim, sugeriu que o defeito poderia ser na minha placa de vídeo, e se prontificou a trocar por outro, mesmo com o prazo de três dias esgotado e mesmo sem a caixa original (sabiam que isso é fundamental para trocas? eu não). Simpatia é quase amor, né? Depois dessa, virei cliente. E recomendo. Se você mora no Rio e precisa de produtos de informática, vá na PC Center do Edifício Avenida Central e procure o Rodrigo. Tomara que ele seja tão atencioso com você quanto foi comigo.
Em tempo: o dito cujo monitor aparece na foto aí de baixo, atrás dos meus pés pra cima... ;-)
Ok, eu também sucumbi à Reina Madre.
Tá certo, eu digo que não sou consumista, mas acho que sou uma farsa. Ou melhor, nem é isso. Comprar uma sapatilha Roy Lichtenstein nem deveria ser considerado consumismo. Isso é artigo de primeiro necessidade.
(Aliás, lembrei de uma história que a Zélia Gattai conta em um de seus livros: diz ela que quando Neruda via um produtinho assim como esse, ele dizia algo do tipo "preciso ter isso para viver". Não sei se era exatamente assim - Mary, você confirma? - mas, basicamente, se Pablo Neruda pode, eu também posso.)
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Estava grávida e o embrião não se desenvolveu o que causa isto
De um modo geral a gente se diverte muito com as buscas que trazem incautos até aqui; eu tenho até um registro das mais interessantes para um dia sem assunto (um estranho dia que nunca chega, diga-se de passagem). Mas alguém chegou aqui fazendo esta pergunta, e eu fiquei com o coração muito apertado porque embora o Google tenha levado a pessoa ao post em que eu falo da minha experiência, que foi idêntica, escapou um texto complementar e fundamental que foi o da culpa. E mais uma cutucada aqui e outra descascada ali neste opressor Mito da Maternidade, que encanta, enleva e massacra, como qualquer figura mítica.
Você que chegou aqui fazendo essa pergunta: eu sou assim também, racional, quero explicação pra tudo, os porquês. Mas às vezes (pasme!) não há porquê. É porque é. Tinha que ser. Não era a hora. Ou era a hora de viver isto, e não aquilo. O mais importante é saber que não é uma sentença, nem um ajuste de contas ou castigo; não determina uma incapacidade de ser mãe nem nada semelhante. Taí a minha Júlia e um bando de crianças maravilhosas pra provar. Não deixe que essa experiência a marque mais do que o necessário; siga as instruções médicas e depois volte a treinar pênalti sem goleiro e tenha fé - se não em Deus, na vida. Seja generosa consigo, não se cobre demais e, sobretudo, não se culpe. Não há o que perdoar, por isso mesmo é que há de haver mais compaixão.
Helê
PS: Desde sempre a palavra aborto é uma das campeãs de consultas pro Dufas. Eu acho bom e fico feliz, fala-se sobre isso muito menos que o necessário. Se você chegou aqui querendo falar sobre o assunto, fique à vontade, a casa é nossa. Mesmo que o assunto seja outro, entre, puxa uma cadeira, banco ou almofada e fale, combinado?
Update da Monix
A ruiva também passou por isso. Não é fácil. Mas o que ela escreveu pode ajudar quem está do outro lado da tela, também tentando explicar o inexplicável:
O hit "Muito Estranho", do Dalto, foi bastante citado nas listas de músicas bregas favoritas. Daí me lembrei de uma história da minha pós-infância, ou pré-adolescência, que sei lá por quê ficou guardada em algum arquivo mental aqui, pra ser puxada de volta no momento certo.
Durante muitos anos, o violonista Turíbio Santos foi nosso vizinho porta-com-porta. A gente brincava com os filhos, a mãe vinha pedir uma xícara de açúcar se faz favor, aquelas coisas. Escutávamos as escalas intermináveis todos os dias. E, de vez em quando, rolavam umas festinhas com convidados interessantes, que na época eu nem sabia muito bem quem eram.
Um dia, sei lá como, estava eu numa festinha dessas (eram festas para os adultos, não sei mesmo o que eu estava fazendo lá) quando o Turíbio aparece com um LP de trilha de novela (seria Sol de Verão? talvez) e põe Muito Estranho para tocar. Me lembro como se fosse ontem, ele dizendo para os convidados: quero saber quem foi que nunca se sentiu assim: "hum... mas se um dia eu chegar muito estranho / deixa essa água do corpo lembrar nosso banho..."
E o pior é que fez um sucesso danado na festa, a tal da música.
Ou seja, queridos, no mínimo podemos dizer que estamos em ótima companhia.
Ah, pegaram no meu ponto fraco, eu tenho muito mais que 5 músicas bregas preferidas:
- Meu vício é você - Alcione (não sei se o título é esse: "meu vício é você, meu cigarro é você, eu te bebo, eu te fumo, meu vício maior eu aceito eu assumo...")
- Temporal de amor - Leandro e Leonardo
- Você e eu - José Augusto (essa ficou famosa com a Ana Carolina, mas os amantes do brega, como eu, sabem muito bem que é do José Augusto)
- Nuvem de lágrimas - Essa é imbatível!!!
- Fábio Junior total: Pai, Metades (carne e unha, almas gêmeas, bate coração... ai, ai, ai!), Onde é que foi parar aquela menina? E todas as outras!!!!
- Eu sei que já é a 6a., mas essa eu não podia deixar de fora: Africa do Toto.
Isabella
A minha nº 1 da breguice é GARÇOM, do Reginaldo Rossi, um cláááásico,
2ª Só uma canção, de um grupo gaúcho, a encontrei graças ao emule, que felicidade, lembra a adolescência,
3ª Sou rebelde, da Katia, será esse o nome? eu fico tão triste com a desgraça da menina da música,
4ª Menina veneno, Ritchie, me lembro até hoje do clipe,
5ªUrsinho blau-blau, danço feito uma doida com essa música, ela voltou a moda agora será? aqui em Salvador os anos 80 não voltaram, então não sei ele não vai ser "desclassificada".
Tá ai, meu passdo me condena.
Mauricéia
Ai, ai, ai, vamos lá...
- Caminhoneiro, do Roberto Carlos (eu canto todo dia pelo Anel Rodoviário, quando venho trabalhar)
-Frison, do Tunai (Vc caiu do céu, um anjo lindo que apareceu...)
- Sonhos, do Peninha (que com o Caetano é cult)
- É o amor, do Zezé di Camargo e Luciano
- Fricote (do Luís Caldas, nega do cabelo duro, lá do fundo do baú)
Beijos
Fefê
primeiro, devo esclarecer que eu adooro mesmo essas músicas. desconfio que elas sejam consideradas bregas porque minha família se esconde quando eu as canto e/ou danço com coreografia de chacrete, porque vejo/escuto risinhos 'as minhas costas ou na frente quando peço que o moço do violão execute uma delas, enfim, devo me render às evidências. mas nada retira meu encanto por: 1. CHUVA DE VERÃO (nao confundir com CHUVAS DE VERÃO, de fernando lobo, éééé, o pai do edu lobo) de josé antônio, na voz inconfundível de josé augusto (...veio feito nuvem, feito ventania... tardes de verão...chovia...) 2. BORBULHAS DE AMOR (um peixe, para enfeitar de corais sua cintura, (...) fazer silhuetas de amor a luz da lua...), de autoria de antonio guerra, versao de ferreira gullar, tomou? 3. QUE QUERES TU DE MIM (nao sei se o título é esse) de evaldo gouveia e jair amorim, de preferência com altemar dutra. nao sei por que o pessoal sai da sala quando eu chego perto do moço do violão, acho que eles adivinham que eu vou pedir essa música e cantar junto. 4. VOCE É LUZ, ESTRELA (...), MANHÃ DE SOL, MEU IAIÁ, MEU IOIÔÔÔ... (... quando tão louca me beija na boca, me ama no chão...) gente, nao dá pra ficar parada.
vera
Aaaaaaah, isso é maldade, Helê. Fazer a gente se expor assim, confessar o que a gente esconde embaixo do verniz. Mas tá bom, também vou me apresentar:
1 - Nuvem de lágrimas, com cotação alta por aqui, como eu tou vendo
2 - Pai, do Fábio Jr também não tem como deixar de fora. (Falando bem baixinho: acredita que eu choro até hoje em determinadas partes da música? Ai, que horror)
3 - Noite, com a Zizi Possi
4 - Anjo, com o Roupa Nova (se vc vê estrelas demaaaaais, lembre que um sonho não volta atrás, chega perto e diz: anjo)
5 - Outra vez, com o Roberto Carlos. É, eu gosto de Roberto Carlos, mas só até 1985, mais ou menos.
Vou parar por aqui pra ficar só com as nacionais, e mesmo assim, ficam vááááárias de fora. Se eu fosse botar as internacionais, vcs não me aguentavam ;o)))
Ana Paula Medeiros
Ai, gosto de tantas músicas bregas, que seria muito difícil listar apenas cinco! Vcs consideram como bregas só as canções românticas? Pagode e música baiana entram em qual categoria?
beijos
Luisa
Lu, aí é que está a beleza da coisa: cada um sabe o que é brega, né? Ou seja, escolha coisas que você mesma considera bregas e gosta assim mesmo. Exemplo: se você gosta de pagode, então seu pagode preferido não entra na lista, sacou? Bjs, Monix.
Ai, pq essa pergunta é tão irresistível e tão amedrontadora, hein? Bem, aí vão:
- Muito Estranho, Dalto
- Sonhos, Peninha
- Evidências, Chitãozinho e Xororó (ai, essa é a pioooooooor de todas!)
- Eva, Rádio Táxi
- Como uma deusa, Rosana
e aí? tô mal na fita?
Lilli
Tive que voltar, pois lembrei de uma maravilhosa: Leão Ferido, não sei se Biafra ou Gilliard. Aquela assim: feche os olhos, não te queeeeeero mais.
Ronnie Von tinha umas ótimas tb. Bem e meus pais contam até hoje que quando eu tinha uns 3 anos, amava.... Roberto Leal!!!
Como vocês vêem, começa cedo. ehehe
beijos,
luisa
lili, voce salvou minha 5a. música: MUITO ESTRANHO, sem dúvida.
vera
Este povo sabe até nome do autor da música, eu nem lembro o cantor.
Bregas? Gosto de algumas da alcione (que é brega sempre), canto o iaiá-ioiô do wando (que é péssima, mas vamos lá, eu gosto. Da música. Ele com aquela boca devia ser impróprio para menores. Imagens só depois das 23 horas). Gosto da Daniela Mercury (ela dando entrevista acho uma simpatia sempre), todo mundo fala mal. Mas quando cheguei em Portugal só dava ela nas rádios. Cheguei até comprar um cd (quase inacreditável), não me lembro mais do refrão, mas foi o que me fez segurar a saudade (palavra exclusiva da língua portuguesa e que em Portugal ganha outra dimensão).
A Fefê falou de caminhoneiro, mas com a Adrina Calcanhoto é uma delícia.
Agora, todos moderninhos (ou supostos) tem um lado brega gigante. Paula toller cantando na rua na chuva na fazenda ...convenhamos...
Aquela epitáfio dos Titãs...também...
Mas Helê, mais que confessar o brega, confesse aquelas que todo muito gosta e você detesta. Eu por exemplo, não suporto pai do fábio junior (ele é péssimo). Você, a sua torcida do Flamengo e de mais trocentos times adoram. Fora do episódio de Ciranda Ciradinha (série fantástica que a globo produziu um dia), que foi ótimo, é horrível. Brega. imagine do john lennon me causa ânsias...ânsias...só ouço se for obrigado, pois desligo o rádio, troco de canal...simples...se tiver em lugar público é bem provável que tape os ouvidos.
Vera, você é ótima. Ótima.
Nota - as maiúsculas e minúsculas foram propositais.
Cláudio Luiz
1) Aquela do Gonzaguinha que fala do "lindo lago do amor". Adoro! 2) "Perigo". Da Zizi Possi, mas ANTES de ela dar uma leve desembregada. 3) "Killing me softly" - sei lá de quem é, mas toca toda vez que eu tô no Extra fazendo supermercado, e eu juro que eu canto alto entre as gôndolas. 4) "It might be you" - da trilha de Tootsie. Essa tem a ver com meu primeiro namoro, na pré-adolescência, mas eu gosto até hoje. 5) "Muito Estranho". Obrigada, Lili, por lembrar dessa, que é genial, imagina: "Deixa essa noite saber.... que um dia foi poucuuuuuu"!
Cara, eu poderia facilmente listar mais 5, and keep going...
Ju
não, e o refrão?
"Cuida bem de miiiim... então mixxxture tudo dentro de nós!"
hahahahahahahahahhaah
ela é o auge do brega, mas eu gosto, vá...
Lilli
Ah ah, aqui estou para confessar a breguice e queimar meu filme:
- Evidências, do Chitãozinho e Xororó;
- Onde o amor me leva (acho que é este o nome da música), Rosana;
- Menina Veneno, Ritchie (lembra da minha adolescência);
- Pra não pensar em você, Zezé di Camargo e Luciano;
- Bijuteria, Bruno e Marrone.
Beijos, Fridas.
Luiza
Voltei só para dizer que essa lembrança de Muito Estranho, do Dalto, é importantíssima no meu universo brega! Como pude esquecer??? Também amo!
Ah, claro, e essa não é brega, pelo menos para mim, mas muita gente acha estranho eu gostar: o hino do Galo, que sei todinho, de cor e salteado, em várias versões e ritmos e já estou ensinando para a Beatriz: "Nós somos do Clube Atlético Mineiro..."
Isabella
UI, adorei, Monix! Quase todas as músicas da Sangalo são ótimas para cantar aos berros, bem animada. Bom, e Pense em Mim é um clássico. Assim como Evidências,né?
beijos
luisa
eu sou brega assumido, tanto que sei que "meu iaiá" se chama "fogo e paixão" e que "poeira" se chama "sorte grande". pior ainda: gravei um cd inteiro, daqueles temáticos, de música brega-maneira. "nuvem de lágrimas" tá lá, "pense em mim" e "é o amor" também, e a melhor de todas, "borbulhas de amor", que já começa brega-sensacional pelo título. bjs, cris
Cristiano
As listas que pululam pela blogosfera afora justificam a acuidade do apelido Umbigolândia. Porque através delas, todos nós, blogueiros e bloguistas, expomos o nosso (bom) gosto. Então é muito Guimarães Rosa pra lá, U2 pra cá e estamos, no fundo e no raso, falando (bem) da gente. Nada contra. Repito: nada contra, os blogues são pra isso mesmo também, e eu tenho tanto direito de responder lista quando qualquer ator de malhação.
Mas é chegada a hora, companheiros e companheiras, de tirar a sujeira do umbigo. Exibir também o lado b da nossa existência, com coragem e cara-de-pau. Por isso eu proponho aqui uma lista que só os corajosos responderão em público. Esses terão toda a minha solidariedade e minhas risadas. Então proponho:
Diga cinco músicas bregas que você gosta.
Não vale as que você gostava quando era criança, porque as Motherns já sentenciaram que criança é brega (toda infância será perdoada). A música pode ser antiga, mas você tem que curtir hoje. Também não vale Sidney Magal e outro ex-brega-que-virou-cult. São aquelas que você realmente gosta, mas tem vergonha de confessar e escuta escondido. Eu dou a cara a tapa, começando:
- Manhãs de setembro, Vanusa (recuperada graças ao mp3!)
- Nuvem de lágrimas, Chitãozinho, Xororó e Fafá de Belém (não tem nada ruim que ainda não possa ficar pior!)
- Pai, Fábio Júnior (se prestar atenção choro e tudo)
- Total eclipse of the heart, Bonnie Tyler
- Como uma deusa, Rosana (eu sei, eu sei, mas eu gosto, ué?!)
''Cinco'' foi apenas uma sugestão, podem ser mais ou menos, mas não me venham com esse papo de ''eu não!''. Riam à vontade, mas sejam generosos e exibam sua cafonice também. Libere a breguice enrustida que mora no teu ser (uia!).
Helê
Cinco músicas bregas que eu gosto
Poeira - Ivete Sangalo (nem sei se o nome é esse, mas a gritaria é contagiante)
Meu Iaiá Meu Ioiô - Wando (bem lembrado, Vera!)
Pensa em Mim - Leandro e Leonardo (nada como um refrão chiclete pra grudar na minha cabeça oca)
Macarena - Los Del Rio (teve uma época que eu sabia até a dancinha, hahahaha!)
Maria - Ricky Martin (e olha que eu nem gostava de Menudo - se gostasse, essa seria a melhor hora para confessar, mas na época eu era metaleira. Ops, escapuliu uma confissão involuntária)
a brincadeira já teve até blog próprio (alguém sabe? perdi o link), e recentemente a marina w fez um post assim. mesmo que você não acredite em sincronicidade, dou minha palavra que estava há umas 2 semanas pensando em reeditar esse tema: o flash-mob da bolsa feminina. é assim: abra sua bolsa agora e me diga o que tem dentro. não vale omitir nem inventar, atenha-se aos fatos.
a minha está assim:
compartimento da frente - chave de casa
- crachá da empresa
- cartão da loja que me vendeu o monitor LCD quebrado
- porta-cd com foto de cinema antigo, que o cláudio luiz me deu
- circular do condomínio
- flyer do show do mundo livre s.a. no circo voador, no dia 24 de março (já era)
- comprovante de inscrição no concurso da ancine
- cheque da segunda parcela do curso do laboratório estação, preenchido (prontinho pro ladrão sacar, blé pra mim)
- chave do carro
- caneta
- óculos escuros
compartimento principal - celular
- bloquinho de anotar posts que minha sócia me deu
- carteira de documentos
- carteira de dinheiro (fofinha, de miçanças, comprada em Portobello Road, eu não resisto a uma esnobada, sou ridícula)
- carteirinha com os cartões de banco, plano de saúde etc.
- talão de cheques (solto)
- talão de tíquetes (idem)
- caderno de anotações do curso
- óculos escuros do meu filho, quebrado, pra consertar há meses
- recibos e/ou boletos pagos: plano de saúde da empregada, laboratório estação (primeira parcela), telemar, aluguel, creche, doação para a homeopatia pelo semelhante, clube, luz, gás, creche do mês passado
- recibo do homeopata para pedir reembolso do plano (quase estourei o prazo!)
- cheque de R$ 63,00 que deveria ter sido enviado para a creche como pagamento pelos uniformes do meu filho (igualmente preenchido, outro de lambuja pro ladrão)
- comprovante de depósito do cheque do ex
- canhoto do talão de cheques que acabou
- contracheques de março (duas quinzenas)
- informe de rendimentos do plano de benefícios aqui do trabalho
- informe de rendimentos do empregador propriamente dito (alguém aí já fez o imposto de renda?)
- certificado do seguro de vida coletivo do trabalho
- requisição de exame radiográfico odontológico, que deveria ter sido feito em fevereiro
sacolinha das coisinhas de beleza - seis batons, um deles dentro da capinha de couro com espelhinho
- corretivo de olheiras
- potinho com um pouco de gel para o cabelo (nunca se sabe quando haverá uma emergência cabelística)
- absorvente (para outro tipo de emergência)
- espelho duplo com capinha de frida kahlo (presente da minha mãe, que nem lê o blog)
- pen drive (na bolsinha da beleza, é isso mesmo...)
bolsinho - papelzinho com o telefone dos eletricistas que o cláudio luiz indicou
- um cartão com marcações de data e hora, escrito "apresente este cartão em cada visita. em caso de falta, avise com antecedência". não faço idéia. deve ser da dentista.
- cardápio de salgadinhos, bolos e docinhos, da moça que vendia bolo aqui no trabalho
- papelzinho com o telefone da massagista
- cartão com a próxima consulta do homeopata
- fivelinha de cabelo
- remédio da tiróide (um comprimido)
- cartão plastificado com os telefones dos colegas do meu setor, atualizado hoje
- remédio homeopático que estou tomando de 3/3 horas
- ganchinho de pendurar bolsa em restaurante, que a vera me deu
Quando decidi escrever sobre o Mengão estava ciente do risco: expunha-me à solidariedade irmã e ao deboche adversário. O prazer da primeira abafa o ruído do segundo. Mas o que eu queria mesmo era desabafar minha indignação não apenas como flamenguista, mas como humilde boleira, no sentido de amante do futebol. Porque o que me revolta e estarrece é pensar que se um time como o Flamengo - com toda a sua história, fama e glória - pode chegar neste estado, qualquer um pode. Atire a primeira pedra pensa que pode - e tenha certeza de que eu vou guardá-la.
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O Datadufas (ou seria o Dufas data?) está apurando os votos do Concurso Terceira Supreme. Aguardem.
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Se você ficou só na sala de estar do post sobre desenho animado, perdeu o melhor. Chega até a cozinha, ou melhor, leia os comentários porque a conversa esquentou e teve de um tudo, da drogadicção do Salsicha à um quase tratado sobre o formato enquanto gênero adulto também por que não?
Eu voltarei ao tema, como anunciei no título. Só queria deixar claro que, em princípio, eu não vejo nada errado nas referências 'adultas' nos desenhos, desde que não se espere que as crianças as entendam. Elas existirem porque quem faz desenho animado hoje tem a nossa idade, portanto, as nossas referências, grosso modo. Eu queria introduzir (ui!) a conversa realmente tentando pensar, como conseguiu a Flávia, o que é que nos escapou na nossa infância...
O povo brasileiro é, de fato, excessivamente manso. Quando eu penso na situação do meu time, o Flamengo, que chafurda na mediocridade há mais de dez anos - a despeito de ser um dos maiores times do país e um dos mais famosos no mundo, eu penso Onde está o Osama que não me ouve? Porque é que o Ira não vem dar uma oficina aqui pro pessoal da Raça, pra gente dar um jeito nesse negócio, gente?
Tá, eu sou partidária da não-violência e da gentileza. Além disso, meu cunhado favorito e irmão em infortúnio me disse que o tempo de pegar em armas passou - tanto pra política quanto pro futebol. Mas é que me deu uma revolta eu soube quem é a nova aquisição do time!... Agora você me diz: como é que um pai de família, pacato cidadão honesto e trabalhador, pode virar pro filho e dizer: Filhão, o novo reforço do Fla é o ... Minhoca. Com que cara, me diz? Francamente!
Uma delícia essa hora do dia, por volta das 5 e meia da tarde. A luz ganha mil tons nesse momento em que o dia começa a apagar (no outono no Rio, então, nem se fala...). E por todo lado que você olha há as crianças saindo da escola, cheias de novidades, com pais ou em bandos alegres e coloridos, como nuvem de borboletas. Eu adoro esse hora.
*Um dos (inúmeros) prazeres desse verão foi apreciar o retorno inconteste das saias e dos vestidos. A tendência vem desde o ano passado, mas no verão emplacou definitivamente. Maravilha sair à rua e ver uma profusão de cores e modelos, muitos longos e rodados, deixando o cenário mais feminino, leve e colorido.
*Outro hit da estação foram as sandálias baixas e abertas, deixando os pés à vontade. O duro vai ser retornar aos tênis e sapatilhas. Meus pés rebeldes já reclamaram hoje, na hora da caminhada; querem ficar sempre assim, ao ar livre...