Quarta-feira, Abril 27, 2005
As Duas Fridas indicam (e recomendam):
A Matrix Editora convida para o lançamento do livro
Mothern - Manual da Mãe Moderna
de Juliana Sampaio e Laura Guimarães
Uma edição dos melhores textos do blog e mais algumas novidades.
Dia 02/05, segunda-feira, às 19 horas
Livraria Argumento
Rua Dias Ferreira, 417, Leblon
Divulguem, chamem os amigos, apareçam.
Não é um ótimo presente para o Dia das Mães?
;-)
Esperamos vocês lá!
* O selo é uma cortesia da :::Fer:::
4:22 PM
Q&A Blogal, repassado por aí
1.Sem sair do formato papel, que livro você gostaria de ser?
Harry Potter, porque ninguém lava a louça nem fica preso no engarrafamento.
2. Você já ficou meio apaixonado(a) por um personagem de ficção?
Sim, pelos moços fófis do Nick Hornby
3. Qual foi o último livro que compraste?
Mothern - Manual da Mãe Moderna. Antes deste, Bartleby, o Escriturário, do Herman Melville.
4. Que livros estás a ler?
A Psicanálise dos Contos de Fadas, do Bruno Bettelheim; 100 Contos de Humor (antologia); No Logo, da Naomi Klein (há vários meses); e Vida Digital, do Nicholas Negroponte (há outros tantos).
5. Que livros (5) levarias para uma ilha deserta?
Manual da Construção de Jangadas
Sobrevivendo na Selva
100 Tipo de de Jogos de Carta Solitários (inclui baralho!)
Aprenda a construir um rádio-comunicador em 10 lições
Em Busca do Tempo Perdido
6. A quem vais passar este testemunho e por quê?
Pra Ângela, pra ela rir um pouco, pra Cam, pra me conhecer melhor, pra Flá, porque eu gosto dela, pra Giu, porque ela é mais cabeça que eu, e pra Fer, que fez falta anteontem.
11:11 AM
Terça-feira, Abril 26, 2005
Mau-humor carioca
O jornaleiro, cansado de informar onde fica a agência da Caixa Econômica, se o ônibus 409 passa na Central do Brasil ou pra que lado fica a Praça Afonso Pena, toma uma atitude. Com cartolina e caneta Bic escreve um cartaz tosco, que pendura em lugar bem visível na banca:
Informação: R$ 1,00
Helena Costa, mudando de assunto e varrendo o confete e a seda rasgada de ontem...
12:01 AM
Segunda-feira, Abril 25, 2005
Errei sim
A música citada no post anterior não é de Jorge Mautner. Ela foi gravada por Caetano Veloso no (fabuloso) disco Cinema Trancesdental e chama-se 'Elegia'. O verso correto é "feliz de quem penetre o teu mistério" (singular e segunda pessoa) -- mas este erro vamos deixar como está que se encaixa melhor com o mistério em questão. Essa letra belíssima tem um trecho que considero especialmente feliz:
Como uma encadernação vistosa,
feita para iletrados, a mulher se enfeita
Mas ela é um livro místico e somente
a alguns é que tal graça se consente
é dado lê-la.
Ah: a canção é de Péricles Cavalcanti e Augusto de Campos, a partir de um poema de John Donne (o lord da ilustração acima), poeta inglês do século XVII - mais Monix impossível, né, gente?
Helena Costa
PS: Você ficou com a música na cabeça? Essa ou a do título?
11:25 PM
Você melece, Monix
Fui incubida de escrever um texto para homenagear minha sócia mui amada, salve, salve Monix - texto esse que, obviamente, ficou aquém do que ela merece. Mas numa frase acho que acertei em cheio ('muléstia a parte') e portato cometo o ultraje de me auto-plagiar e reproduzi-la aqui:
"Se você pensa que ela é uma das Fridas que dão nome ao nosso blogue, está enganado - é a outra."
Aqui acho que temos pelo menos uma pista desta pessoa fascinante e nada óbvia que me dá a honra de dividir com ela este blogue, misto de ateliê-laboratório-cozinha. Ela não está aonde se espera e aparece sempre que preciso; rejeita com fervor rótulos e esteriótipos - para si e para quem quer que seja. Duas Fridas são apenas duas, das muitas possibilidades desta mulher. Diria Jorge Mautner, "feliz de quem penetre os seus mistérios".
Já escrevi homenagem, estive com ela ao vivo (morram de inveja!) mas não podia deixar de expressar aqui, na nossa casinha, esta declaração e meus desejos mais profundos, sinceros e intensos de que ela seja muito, muito feliz nesta nova idade. E que eu só espero continuar aqui, " querendo te aprender o total/do querer do que há e do que não há em mim".
Feliz nova idade, Monix.
Helena Costa
4:42 PM
Gente, assim eu vou ficar muito metida. Olha só o que a gloriosa Vera mandou pra mim:
"NOBRES NOMES
Logo que terminei o 2o. grau, na verdade o de técnico em contabilidade, que era o curso público disponível na minha cidade do interior, fui para a capital. Como pretendia estudar Letras, e não tinha aprendido nem Português para valer nem nada de Latim, fui fazer cursinho. Na Belo Horizonte de então, comecinho dos anos 60, reinavam o curso Mário de Oliveira, para Exatas, o do prof. Guerra, para Medicina, e o charmoso Champagnat, para Humanas. Foi para esse que me encaminhei.
No Champagnat tínhamos três mestres: Professor Delson, de Português, grande professor de literatura, sempre com um sorriso malicioso, hoje eu diria um sorriso sacana, naquela época chamando nossa atenção para as armadilhas da língua, e tirando as ilusões daqueles que pensavam que sabiam o bastante; Professor Roldão, ligeiramente pedante, quase nenhum senso de humor aparente, que insistia na pronúncia correta do Francês, o que não imaginávamos ser tão necessário (mas, sim, crianças, o vestibular tinha prova oral); e Professor Nivaldo, de Latim, que nos iniciava (meu caso) nos mistérios do rosa, rosae ou aprimorava a habilidade com o idioma daqueles que vinham do clássico, que era como se chamava o 2o. grau direcionado para Humanas.
O Champagnat funcionava à rua Timbiras, numa casa antiga, dessas coladas no passeio, com janelas dando diretamente para a rua, com jardim lateral, como muitas no bairro dos Funcionários. Entrávamos por um portão de ferro, passávamos pelo alpendre de ladrilhos hidráulicos e chegávamos à sala de aula, onde nos espalhávamos pelos velhos, imensos e lustrosos bancos de madeira.
Vinda do interior e de escola pública, me deslumbrei com todos aqueles colegas que, a meu ver, sabiam muito mais que eu, dominavam os códigos da cidade grande e, principalmente, com certeza iam passar no vestibular. Para mim, todos eles tinham o que hoje chamo de consistência de status ou currículo implícito, tudo o que me faltava.
O Professor Nivaldo não dispensava a chamada. Com voz empostada, embora ligeiramente anasalada, e com alguma expressão de ironia, cantava, para meu maior encantamento, os nomes dos meus colegas. Percebo hoje que fazia a desnecessária chamada apenas pelo prazer de ouvir e nos revelar aquela sucessão de alexandrinos, decassílabos, iambos, coriambos, ditirambos. Que saudade de ouvi-lo declamar: Álvaro Augusto de Paula Vianna, Carlos Márcio Feitosa Furtado, Paulo César Costa Carvalho, Luis Edmundo Germano de Alvarenga, Osmar Brina Correa. Por onde andarão?
Recolhida a minha insignificância, não dava importância a meu Vera Martins Guimarães. Nem me ocorria que meu nome completo, usado apenas no batistério e em alguns family jokes: Vera de Lourdes Martins Guimarães, era um belo decassílabo.
Ao longo da minha vida, convivi com outros sonoros nomes, de amigos de sempre: Maria Auxiliadora Marques de Carvalho Mitre, Maria Afonsina Prado Alvarenga Vilela, Anna Eliza de Azevedo Mayer, Lauro Augusto Caldeira Machado Coelho.
Recentemente, querida amiga disse que meu atual Vera Guimarães Correa evocava sinhazinhas. Ela, sim, nos gestos de generosidade de todos os dias, revela realeza. Nem precisava, mas se chama MÔNICA CHAVES DE MELO, redondilha perfeita."
2:53 PM
Vocês vão me desculpar a egotrip, mas é que o luxuosissimo Cláudio Luiz me deixou metida a besta. Agora eu tenho logomarca!

11:15 AM
Sexta-feira, Abril 22, 2005
Da coluna de Sérgio Rodrigues, em No Mínimo:
A Palavra É...
Bento
21.04.2005 | De Londres, onde o papa se chama Benedict the Sixteenth, mestre Ivan Lessa estranha esse papo de Bento que os falantes de português, excêntricos como sempre, abraçam. E me manda o alerta: "Pra mim é racismo".
Será? A suspeita cresce quando se começa a desfiar esse terço, coisa que até agora a imprensa brasileira não fez. Como se sabe, depois de, no calor da hora, traduzir apressadamente o que o mundo estava dizendo e anunciar ao país que o novo papa era Benedito, a imprensa mudou rapidamente para Bento e pôs-se a assobiar, fingindo que nada tinha acontecido.
Esquisito. Adianta pouco lembrar que Benedito e Bento são o mesmo nome, até porque não são. Compartilham antepassado ilustre, o latim benedictus, está certo; benzer, verbo de que "bento" é particípio, deixa à vista de todo mundo seus elementos - bem + dizer. Isso tudo confere, mas, ainda assim, Bento não é Benedito.
Não é porque, primeiro, Bento tem três letras - e duas sílabas - a menos. Segundo, porque Bento (480-547, ou em torno disso) é um dos mais destacados santos da Igreja: o homem a quem se atribui, por meio de seus seguidores, a cristianização da maior parte da Europa. Sua ordem, a dos monges beneditinos, viria a se tornar poderosa. Já seu xará Benedito...
Benedito (1526-1589), santo menor, humilde, negro, é praticamente um antípoda do xará Bento. Siciliano descendente de escravos, fez-se franciscano e, analfabeto, virava-se como cozinheiro do monastério. Não é um santo importante, longe disso, para a Igreja de Ratzinger, embora no Brasil goze de grande prestígio popular por conta de sua origem e sua cor.
Diante dessas informações, entende-se que não se queira misturá-los. Mas outras línguas misturam? Não, não misturam. A verdade é que ninguém presta muita atenção em Benedito, o santo preto. O Benedict the Sixteenth da terra adotiva do Ivan é, sem qualquer ambigüidade, o outro Benedict, Bento de Nursia. O mesmo se pode dizer de Benedikt em alemão, Benedicto em espanhol, Benoît em francês. Já aqui...
Não, não estamos errados em chamar o papa de Bento. A intenção do cardeal Ratzinger era adotar o nome do santo que, em português, há séculos, é chamado de Bento mesmo, e falar em Benedito induziria muita gente ao erro. Ainda assim, claro que não está descartada a possibilidade de racismo que o Ivan farejou. O racismo da distinção entre Bento e Benedito, se existir, é mais velho que Zumbi. E até agora ninguém me deu motivos para acreditar que não existe.
Monix, adorando misturar todos os assuntos num só
6:25 PM
Terça-feira, Abril 19, 2005
Que o novo Papa seja iluminado.
Amém.
Monix, duvidando bastante
2:07 PM
Mau-humor carioca
O jornaleiro, cansado de explicar onde fica a agência da Caixa Econômica, se o 409 passa na Central do Brasil e pra que lado fica a prça Afonso Pena, toma uma atitude. Escreve um cartaz tosco, à caneta Bic, numa cartolina branca:
Informação; R$ 1,00.
Helena Costa, mudando de assunto, varrendo o confete e a seda rasgada de ontem
11:01 AM
Segunda-feira, Abril 18, 2005
O mundo blogue discute o caso.
Valeu a dica, Fefê.
(Não deixem de ler o link com os resultados da Uerj.)
- Monix -
5:25 PM
Bastidores -- ou o post do post
Tivemos dificuldade para escrever o post aí debaixo.
É que uma das Fridas é negra; a outra, não.
Empacamos na frase: "...são os negros que dizem quando e como se sentem ofendidos."
Para a Helena, a frase estaria na primeira pessoa: "...nós, os negros, dizemos..."
Para a Monix, tinha que ser do jeito que ficou.
Mas a correspondência para negociar a concordância verbal foi tão intensa que decididmos mostrar pra vocês que tudo nessa vida é negociação. Ou: que mesmo pensando exatamente a mesma coisa, não pudemos dizer que concordamos em gênero, número e grau. :-)
Ah, e que ser tolerante, inclusivo e solidário dá trabalho sim, mas também dá um prazer daqueles...
Helena:
"Continuo achando estranho dizer os negros, como se eu não fosse uma. Mas é ainda mais estranho você escrever como se negra fosse. Mas estranho mesmo é não assinarmos juntas algo no qual estamos totalmente de acordo."
Monix:
"Como escrever nós os negros e eles os negros ao mesmo tempo??? Ó céussssss. Vou pensar mais um pouco. Deve haver uma solução."
Helena:
"Acho que não tem outra solução a não ser a terceira do plural. E, a rigor, quando eu digo 'os negros' não estou me excluindo, necessariamente. Por outro lado, se vc disser 'nós negros' estará se incluindo, necessariamente. Na melhor da hipóteses, a gente transforma este impasse em post...;-)
Frida Preta"
Duas Fridas, again
1:44 PM
Domingo, Abril 17, 2005
Sobre o caso Grafite
Um jogador de futebol brasileiro sofre ofensas racistas em campo, no Brasil, e chama a polícia. Esta prende o agressor ao final do jogo e grande parte da opinião pública apóia a atitude do denunciante. Será que, finalmente, podemos cantar eu vejo um novo começo de era*?
Três pseudo-argumentos, três respostas à vera:
"Houve exagero/isso é coisa de futebol/o que acontece em campo se resolve em campo" - o futebol, a despeito de toda alegoria ou metáfora a que se preste, não é um universo à parte. O que acontece em campo está sujeito às leis externas; portanto, um crime não pode ser punido apenas com cartão vermelho. O fato de alguém cometer um crime ou mesmo uma contravenção no trabalho não serve de atenuante; pelo contrário, é agravante: o sujeito deve responder como cidadão e como profissional.
"Toda essa onda é porque o cara [o jogador agressor] é argentino - o que é outra discriminação." Há aí uma confusão rudimentar entre preconceito e discriminação - coisas bastante diferentes. Mas, de todo modo, parece que a nacionalidade foi o último fator a ser considerado no momento do delito. E certamente não deve ser levada em conta na apuração dos fatos e na conseqüente punição: Desábato tampouco deve ser absolvido apenas por ser argentino.
"Mas o apelido do cara não é grafite? A gente não pode chamar 'ô negão' que é ofensa?" Grafite é um apelido que o jogador adotou; 'preto de merda' foi um xingamento, pronunciado em tom ofensivo, que ele recusou e revidou. E é assim que funciona: são os negros que dizem quando e como se sentem ofendidos. O dano moral é, por definição, subjetivo. Não há critério objetivo para se avaliar o sofrimento de cada um. Os negros têm o direito de reclamar, acionar a polícia e a Justiça; todos têm o dever de pensar duas vezes antes de abrir a boca -- e assumir a responsabilidade pelo que dizem.
Duas Fridas, indeed
*Tempos modernos, Lulu Santos
11:01 PM
A dor é inevitável. O sofrimento é opcional.
Carlos Drummond de Andrade
De Frida pra Frida
11:20 AM
Sexta-feira, Abril 15, 2005
Brasil bate recorde mundial de reciclagem de latas de alumínio pelo quarto ano consecutivo.
Taí uma típica "boa notícia ruim".
É boa, né, porque obviamente reciclar alumínio é bacana e o meio ambiente agradece.
Mas... é ruim porque é claro que esse número tão expressivo (95,7% das latas do País) provavelmente só é atingido por causa dos miseráveis catadores de lata que sobrevivem à custa do lixo da classe média.
E eu surtada aqui, postando sem parar, pensando sem parar. :-)
- Monix -
1:43 PM
Do site do Ibase
No dia 31 de março, a Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, vivenciou horas de terror. Uma chacina deixou saldo de 30 mortos. Mais uma vez, moradores(as) de favelas e bairros populares são vítimas de atrocidade. Mais uma vez, a maioria das vítimas são homens negros. Infelizmente, não foi a primeira vez que o Rio de Janeiro foi palco de uma tragédia como essa. Dia 15 [foi realizada] uma passeata contra a violência que, só nos últimos anos, atingiu fortemente Borel, Vigário Geral, favelas do Rebú e Coréia, entre outras.
Duas Fridas
12:47 PM
Quinta-feira, Abril 14, 2005
Carta de amor da Pipa:
"Estou aqui engalfinhada com essa carta de agradecimento há 10 dias, tentando encontrar um jeito apropriado de falar sobre o que aconteceu. Porque é isso, o mundo está pelo avesso, e eu sempre achei que estivesse preparada pra uma eventual merda. Mas eu não estava, não. E juro que depois do assalto cheguei assim ( ) pertinho de largar casa, carro e computador pra trás e virar quaker, ou amish, ou simplesmente de me entregar à minha natureza eremita de uma vez, me enfiando no mato com a minha família para todo o sempre.
Minha sorte ¿ aliás, meu privilégio ¿ foi poder contar com amigos que bolaram um jeito divertido de me ajudar. Confesso que eu ¿ Hardy, a Hiena ¿ achei que a coisa fosse enroscar justamente naquilo de que mais precisava pra dar certo: gente. Eu não estava botando muita fé nas pessoas, sacumé. Pois elas apareceram, participaram de várias maneiras e, qualquer que tenha sido a sua motivação, me ajudaram a não afundar de vez no desespero (ou mais chato, na auto-comiseração).
Claro que também apareceu um ou outro espírito de porco pra dizer que eu estava me aproveitando da boa-vontade alheia pra aparecer, ou pra me ¿ressarcir¿(pfff) do prejuízo. Bom, da minha parte, eu não sei mesmo se merecia uma surpresa tão boa. Mas, como já disse antes, eu me considero muito mais do que ressarcida. Quem participou me deu uma força pra comprar as peças desse computador de onde estou escrevendo agora, e de onde sai parte do sustento desta família. E isso não é pouco! Mas o plus da história foi ter conseguido experimentar aquele quentinho no coração, aquela gratidão comovida que transforma qualquer palavra na coisa mais besta do mundo, porque não cabe em nenhuma delas.
Então, é isso. Pra quem divulgou, pra quem comprou, pra quem mandou bilhetinhos de solidariedade, e com toda a deferência, pra quem cedeu os livros: obrigada. "
- Monix -
6:01 PM
Li na Cora, que linkou o Epinion... Engraçado. Mesmo tendo sido fã da Princesa Diana, tenho pensado exatamente a mesma coisa. Não que nada disso tenha realmente alguma importância... Mas o que posso fazer se tenho uma queda incontrolável por qualquer monarquia?
Monix (é claro: alguém pensou que esse post era da Helena?)
5:41 PM
Piadinha infame (ou: humor carioca)
O problema de separar o Rio de Janeiro da Guanabara é decidir quem fica com o garotinho nos fins de semana.
(Siro Darlan)
Hahahaha
O povo perde o amigo, mas num perde a piada. (Pra quem não sabe, Siro Darlan é o juiz de menores do Rio.)
- Monix -
4:56 PM
Quarta-feira, Abril 13, 2005
Update para o post "minha caixa de mensagens é uma piada": vou procurar um salão que aceite cartão... quero também cafuné e uma massagem no pé.
Hohoho, e quem não quer?
- Monix -
4:12 PM
O site do Globo tem os blogs dos colunistas, né? Tava lá na Dani Name, uma garota carioca sangue bão:
É SOM DE PRETO, DE FAVELADO...
Mas quando toca, ninguém fica parado.
É som de preto, de favelado... E talvez por isso o funk ainda sofra tanto preconceito.
Funk é música de bandido? Também.
Os bandidos moram - e, infelizmente, mandam - nas comunidades onde o batidão é feito. Os bandidos que moram na periferia gostam de funk porque ela é a música dos pretos que moram nos morros e freqüentam os bailes do subúrbio. E os bandidos - estes bandidos - são, em sua maioria, pretos ou mulatos que moram nestas regiões.
Mas a maioria esmagadora dos funkeiros esbanja suingue nas cadeiras, rapidez para compor, olho fashion para se vestir... e não tem nenhuma relação com a criminalidade.
E há muitos outros bandidos - brancos, de terno - que... bem, devem perder bastante tempo falando mal do funk, do ruído do funk, das letras pornográficas do funk... enquanto fazem suas remessas de dólares roubados do país ou lavados no tráfico para um paraíso fiscal. Uma atitude beeeeem mais pornográfica do qualquer letra funkeira, né?
A introdução imensa é para dizer que esbarrei em muitos bailes e entrevistas com Silvio Essinger enquanto ele estava preparando o livro "BATIDÃO - UMA HISTÓRIA DO FUNK" ( Record), que autografa HOJE, sexta-feira, a partir das 20h, no Circo Voador. Eu estava fazendo uma grande reportagem sobre o ritmo com minha querida amiga Adriana Pavlova aqui para o Segundo Caderno. E ele e Suzana Ribeiro, nossa gloriosa guia no mundo do batidão, eram deliciosas companhias. Sem falar no DJ Marlboro, claro, maestro funkeiro que vara a noite sem nenhum combustível: abstêmio, é movido a guaraná.
Existe coisa mais light, meu povo?
No livro, Essinger tenta mostrar que o funk é música de preto, de favelado... e por isso talvez seja a grande invenção musical do ritmo carioca nesta virada de milênio. Você lembra, né? O samba, conta a história, também sofreu muito preconceito no início do século XX pelo mesmo motivo: era música de preto, de favelado, dos "sujinhos da periferia". Os branquelos de pince-nez e cadeira dura torciam o nariz, é claro, mortos de inveja.
Essinger quer virar o jogo enquanto desce até o chão, suado, no meio de um baile. Entrevistou grandes estrelas do funk hoje - como Tati Quebra-Barraco,Marlboro, Cidinho & Doca - e também recuperou os bailes de black music do Clube Renascença, na década de 1970; as quadras do Emoções, do Salgueiro e do Chapéu Mangueira; e a cadência da bateria da escola de samba Viradouro, que instituiu a batida funk no carnaval de 1997.
A história do funk é bonita, eu garanto.
Vai correr para comprar o livro ou perder este bonde?
Monix, assinando embaixo
4:06 PM
Segunda-feira, Abril 11, 2005
Língua viva
Ertol de olho em você, Andressa
(Rabiscado num muro, assim assim, sem tirar nem pôr)
- Monix -
10:02 AM
Quarta-feira, Abril 06, 2005
A mídia subiu no telhado (de novo)
Gente, o papa foi eleito para Academia Brasileira de Letras e eu não soube?
Essa manchete, publicada no sábado de manhã -- antes, portanto, da confirmação oficial da morte de João Paulo II -- já adiantava o espetáculo exagerado da mídia que viria a seguir. Eu não sou católica, admito -- embora tenha reservas de cristianismo indeléveis na minha formação. Mas mesmo considerando a extensão e influência da igreja católica aqui e no mundo eu não consigo entender porque tanto espaço e tempo dedicados à morte de um homem idoso e seriamente doente há anos; internado há semanas. Também não consigo enxergar tanta excepcionalidade numa suposta ''trajetória dedicada à paz'' - como se essa não fosse um missão papal em si. Sim, foi um longo papado, 26 anos, mas desde quando longevidade é sinônimo de qualidade? E porque foi longo, porque nos últimos anos de vida foi executado com esforço e sacrifíco físico ele torna-se automaticamente um santo ?
Além disso, há algo de muito incômodo -- para dizer o mínimo -- nesse longo ritual fúnebre exibido à exautão pelas tevês de todo o mundo. Sobre isso o Guilherme Fiúza escreveu muito bem no texto 'O papa empalhado'. Embora não concorde totalmente com o texto, ele aponta interessantes razões para a minha estranheza diante dos ritos e vale a leitura - se me permitem a dica.
Helena Costa
2:34 PM
Não perco a piada
Tá bom gente, eu sou o que muito bem descreveu o Antônio Prata, ''meio intelectual, meio de esquerda''. Talvez por isso mesmo eu tenha ido parar em Guevarahome, e achei hilário isso aqui:
A Equipe GH exige que 2005 seja repleto de realizações para os nossos internautas, os sem-terra, os sem-teto, os inadimplentes, os desempregados, os injustiçados e todos os que lutam a luta popular autêntica e ainda têm a capacidade de se indignar. Para todos eles, um 2005 com cheiro de revolução.
Quer dizer que revolucionário não deseja feliz ano novo, exige? E só para sem-something e indignados em geral (ufa, escapei por pouco). E, por favor, alguém pode definir 'cheiro de revolução'?
Juro que não tenho nada contra o site, ou quem o faz. Pelo contrário, até onde eu li parece ser feito com seriedade e merece visitas. É que eu posso ser ''meio intelectual, meio de esquerda'', mas debochada eu sou completamente.
Helena Costa
1:17 PM
Terça-feira, Abril 05, 2005
Minha caixa de mensagens é uma piada:
"alias, acho que esse eh um bom bordáo:
vou largar tudo e ir prum salao que aceite cartáo."
E num é que é?
Update:
A resposta: "Óia, eu também quero salão.
Que aceite cartão.
Para fazer cabelo, pé e mão."
Huahuahua! Vocês me matam de rir, suas doidas!
- Monix -
1:51 PM
Segunda-feira, Abril 04, 2005
Ainda sobre mulheres e trabalho: "a grande diferença para as equipes está em características que as mulheres levam da experiência familiar e privada, como a delegação de tarefas, a organização do tempo para conciliar diferentes atividades e a flexibilidade."
Tem mais aqui.
- Monix -
2:13 PM
O Papa é pop / o Papa é pop
O pop não poupa ninguém
O Papa levou um tiro à queima-roupa
O pop não poupa ninguém
Em 1998, quando conheci Roma e o Vaticano, tive a incrível oportunidade de visitar áreas fechadas à visitação dos comuns mortais, graças à amizade da família com o falecido Dom Lucas Moreira Neves. Foi um privilégio ter tido como "guia turístico" este homem cultíssimo e profundo conhecedor da Basílica de São Pedro.
Na ocasião, conheci a cripta dos papas e também o local onde São Pedro está enterrado (que não é na cripta, nem embaixo do baldaquino da basílica, como dizem, e sim dentro da Cidade do Vaticano, à esquerda da Praça de São Pedro, atrás da guarda suíça. Aliás, a guarda suíça é um capítulo à parte.)
Eu nem sei por que estou contando essa história, mas esse cerimonial todo de velório e funeral de João Paulo II me lembrou dessa experiência que tive.
Já o conclave me lembra outra experiência bem menos cult: já leram Anjos e Demônios? ;-)
- Monix -
1:08 PM
Sexta-feira, Abril 01, 2005
Clerical
Pra continuar na onda papo-de-mãe, a Denise contou a seguinte historinha:
Ouvimos no rádio, indo pra escola essa manhã [a notícia sobre o estado de saúde do Papa].
Raquel: O que é papa?
Bárbara: É o chefe de todos os padres.
Não faço idéia de onde ela aprendeu isso.
Hahahaha!
- Monix -
12:11 PM
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